terça-feira, 23 de junho de 2009
Inspiração, consciência...
Achei essa frase na internet, mas não achei o autor.
Fiquei pensando...
Primeiro fui buscar no dicionário a definição de consciência:
do Lat. ‘conscientia’
s.f.,
verdade;
honestidade;
rectidão;
honradez;
conhecimento, ciência;
facto que produz remorso;
cuidado extremo com que se executa qualquer trabalho;
Psic.,
Consciência do eu por si mesmo.
- moral: função da consciência que consiste na distinção entre o bem e o mal;
em -: de boa vontade;
meter a mão na-: examinar com atenção os próprios actos ou sentimentos;
objecção de -: acto de recusar servir como soldado;
voz da -: sentimento íntimo que nos avisa do que se passa em nós, dando-nos o conhecimento das nossas acções, aprovando-as ou reprovando-as.
Oras bolas, se a sua consciência é o que te faz discernir sobre o certo e o errado, o bem e o mal, por que cargas d’água isso não refletiria na sua reputação?
E tem mais, “o que os outros pensam de você é problema deles” é muito relativo.
A menos que você seja um ser recluso se toda e qualquer interação social (e isso inclui o mundo virtual), o que os outros pensam de você é SIM problema seu. Quer queira quer não, o modo como você se relaciona com os outros, a imagem que você passa, reflete na maneira como você será inserido na sociedade e o papel que representa nela.
Um ótimo exercício de auto-conhecimento é elencar 5 defeitos e 5 qualidades que você acha que você tem.
Você pode ficar abismado ao descobrir que é muito mais difícil SE definir do que definir outrem.
A certeza de que sempre há um lado bom e um ruim numa pessoa é o que me faz ser menos crítica quanto a mim.
Ninguém pode ser bom o tempo inteiro, ninguém pode ser ruim o tempo inteiro, mesmo que o conceito de bom e ruim seja extremamente variável... não é humanamente, logicamente, racionalmente possível ser uma coisa só.
Essa ambiguidade é a verdadeira beleza do ser humano.
Saber separar e colocar a sua parte boa e a ruim nas horas e locais certos é o que te define para o mundo, ou seja, fazer com que a sua consciência e sua reputação sejam a mesma coisa!
Se você conseguir fazer isso, por favor, me ensine.
Paula Sociável Hipócrita Bem Humorada Autoritária Altruísta Crítica Original Grosseira Segura Imediatista Absurdamente-apaixonada-por-dicionários Hill
Muito Prazer.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Inveja.
Inveja.
misto de pena e de raiva;
sentimento de desgosto pela prosperidade ou alegria de outrem;
desejo de possuir aquilo que os outros possuem;
ciúme;
emulação, cobiça.
A inveja é um produto social e histórico, sentimento esse arraigado no capitalismo no darwinismo social, na auto-preservação e auto-afirmação, a inveja seria a arma dos "incompetentes".
Wikipédia (ótima fonte... NOT)
Eu comecei a pensar criticamente sobre a inveja quando notei em uma quantidade astronômica de orkuts (femininos), a figura do olho grego, conhecido por “espantar” mau olhado, energia negativa.
Antes de tudo eu comecei a pensar: “o que essas pessoas acham que tem de TÃO INVEJÁVEL assim?”
Porque quando eu penso em mim, eu penso numa pessoa normal, que estuda, tem família, paixões e desafetos, que luta pelas coisas que quer, que sonha, persevera, mas que também tem manias, implicâncias, problemas e compulsões.
Daí eu fiquei pensando que não havia nenhuma pessoa no mundo que podia ter inveja de mim (apesar de eu ter orgulho de ser quem eu sou, vamos deixar isso bem claro, rs). E também pensei que era muita pretensão de qualquer pessoa “se sentir muito invejada pelos outros”.
O que me leva de volta à consideração inicial, o que uma pessoa pode achar que tem de tão invejável, se todas as pessoas do universo tem qualidades e defeitos, amores e desamores, felicidades e infortúnios?
O caráter dúbio que faz parte do SER humano é, por si, incapaz de provocar inveja, porque quem quer invejar o fraco, o feio, o infeliz que TODOS temos dentro de nós?
E o outro lado. Quem seria tão fraco, feio e infeliz a ponto de ter que invejar outra pessoa com os mesmos defeitos?
Não entra na minha cabeça...
Bom, depois disso tudo eu pensei que essa coisa de se apegar a amuletos, símbolos, também é inerente do ser humano. Desde que o mundo é mundo as pessoas tem objetos em que acreditam e seguem piamente, apesar de eu achar uma grandessíssima bobagem.
Mas enquanto esse dia não chega, munamo-nos de figas, alho, sal grosso, olho grego, penas de galinha preta, patuás, fitas vermelhas, espadas de são jorge, água benta e afins... mal não vai fazer.
Sejam bem vindos, invejosos ou não.